História

Localizado na mesorregião sul/sudoeste de Minas Gerais, o município de Bom Jardim de Minas tem seu histórico associado aos primeiros processos de fixação na região durante o período colonial.
 
Típica cidade mineira, com povo hospitaleiro, de clima ameno e muito aconchegante, traz no bojo de sua historia uma origem bucólica e religiosa, ligada à antiga fazenda de Antônio Corrêa de Lacerda e à construção da primeira capela na freguesia.
 
Em meados do século XVIII, o Coronel Antônio Corrêa de Lacerda com sua família e escravos se fixaram nas proximidades do córrego do Milho Branco, afluente do Rio Grande, aos pés do Morro do Caxambu, fundando a antiga Fazenda do Bom Jardim, nome atribuído ao belo jardim existente no local.
 
A região, povoada por índios Puris, servia como local de passagem de tropeiros e viajantes em direção às minas de Vila Rica e São João del Rei. Com a chegada da família do Coronel, a produção agrícola e a pecuária leiteira foram estabelecidas, consolidando-se como importantes práticas ainda nos dias atuais.
 
Em 1770, a edificação da capela (Antiga Matriz) tornou-se o marco da fé católica do local, além de um referencial geográfico. Durante a viagem por Minas Gerais, o francês Auguste Saint-Hilaire relata a presença da capela no "alto da colina", quebrando a monotonia da paisagem.  Em 1781, a primitiva capela recebe a imagem do Senhor Bom Jesus do Matozinhos, do qual o Coronel era devoto. Esculpida com quatro cravos, características típicas do século XVIII.
 
Em 1794, com a morte de Antônio Corrêa de Lacerda a Fazenda do Bom Jardim e os bens integrados passaram aos cuidados de seus herdeiros, entre eles: Ana de Souza Guarda, Fernando Afonso Correa de Lacerda, Inácia Cateana de Souza da Guarda e Lacerda, Cândida Augusta de Lacerda, José Antônio Correa de Lacerda, José Luís Correa de Lacerda e João Rodrigo Correa de Lacerda.
 
Com as doações de pequenas propriedades nas proximidades da capela e com as divisões entre os herdeiros do Coronel, da antiga fazenda, principiou-se o povoado de Bom Jardim.
 
Em 1891 foi criado do Distrito de Bom Jesus do Bom Jardim, integrado a Aiuruoca e, posteriormente, em 1911, figurando como distrito do Turvo (atual município de Andrelândia). Até que em 17 de Dezembro de 1938 é elevado à categoria de município com a denominação de Bom Jardim, adotando Bom Jardim de Minas a partir de 1943.
 
Os fortes vínculos com seu passado ainda estão presentes na identidade e nos valores culturais dos bom-jardinenses.
 A festa em honra ao Padroeiro Senhor Bom Jesus do Matozinhos, celebração centenária que ocorre anualmente no mês de agosto, é símbolo da devoção local e uma das principais manifestações culturais no município.
 
A fabricação artesanal do queijo minas, símbolo da agricultura familiar regional, passada de geração em geração, que atualmenteainda figura como fonte de renda para muitas famílias.
 
Além de toda simbologia e religiosidade presentes nas celebrações da Semana Santa, na festa de Santo Reis, nos festejos de São Sebastião, no distrito de Taboão.
 
Entre outras importantes referências culturais, o município ainda se destaca pelo forte potencial do turismo ecológico, espeleológico e rural.Com atrativos ainda pouco explorados, mas muito receptivos aos seus futuros visitantes.